Maria Paula Guimarães defenderá dissertação no dia 13/09. Mediação fonoaudiológica na coconstrução e re(con)textualização da narrativa de uma adolescente surda é o foco da pesquisa. Acompanhe!

Maria Paula Guimarães, pesquisadora do grupo de pesquisa Linguagem, Cultura e Trabalho, defenderá sua dissertação de mestrado em Letras/Estudos da Linguagem, na linha de pesquisa “Discurso, vida social e práticas profissionais” do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem do Departamento de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

O título da pesquisa é “Da Libras para o Português escrito: mediação fonoaudiológica na
coconstrução e re(con)textualização da narrativa de uma adolescente surda”.

A defesa ocorrerá no dia 13 de setembro de 2019 (6a feira), às 10h, na sala LF32, do Departamento de Letras, no Edifício Padre Leonel Franca, na PUC-Rio.

Resumo da dissertação: O presente estudo tem por objetivo compreender, através da análise da mediação da fonoaudióloga, o processo de coconstrução e re(con)textualização da narrativa de uma adolescente surda em “Oficina Fonoaudiológica de Língua Escrita Mediada pela Libras”,
no Ambulatório de Surdez da UFRJ. A pesquisa é de natureza qualitativa e interpretativa,
mediante um estudo de caso, com foco teórico e metodológico na Linguística das Profissões.
As categorias analíticas foram estabelecidas a partir da Análise da Conversa em contexto
institucional, da Narrativa Conversacional e de sua re(con)textualização, e da
Sociolinguística Interacional. A geração dos dados foi feita com gravação em vídeo. Para a
transcrição, foram utilizadas convenções da interação e de estudos sobre a Libras. A análise
indica que a mediação foi fundamental para o desenvolvimento do processo interacional de
coconstrução da narrativa e de sua re(con)textualização, da Libras para o Português escrito.
A fonoaudióloga, em sua participação, utilizou perguntas, reformulações, repetições,
avaliações e explicações, e buscou coconstruir a narrativa em sinais, além de suscitar
reflexão sobre o discurso narrativo escrito. A adolescente tem participação ativa na
interação, mas necessita de mediação, no que tange aos elementos narrativos, ao longo de
todo o processo, que envolve as etapas de contação, escrita e reescrita. O estudo contribui
para a reflexão sobre a ordem interacional da prática profissional fonoaudiológica visando
à autonomia do surdo no desenvolvimento de seu discurso narrativo em Libras e Português
escrito, que se mostrou ainda relativa no contexto institucional.

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